os dias de norma jean

Ícone de Hollywood e sex symbol da década de 50, Marilyn Monroe nasceu em Los Angeles a 1 de Junho de 1926 como Norma Jean Mortensen. Resgatada de uma vida de pobreza e miséria, Norma Jean vislumbra as primeiras centelhas da ascensão ao estrelato quando, depois de pintar o cabelo de louro platinado, começa a trabalhar como modelo pinup para uma empresa de fatos de banho...

segunda-feira, novembro 27, 2006

Assalto

E se, de repente, a vida te proporcionasse muito para além do que sonhaste: uma revolução na tranquila caminhada…

Foto: "tennis court", Cig Harvey

domingo, novembro 26, 2006

Silêncio pela alma de Cláudia Magalhães falecida ontem no Chile. Descansa em paz!

sexta-feira, novembro 24, 2006

Dia de Verão

Algo existe num dia de Verão, no lento apagar das suas chamas, que me impele a ser solene.
algo, num meio-dia de Verão, uma fundura - um azul - uma fragrância, que o êxtase transcende.
há, também, numa noite de Verão, algo tão brilhante e arrebatador que só para ver aplaudo -
e escondo a minha face inquisidora receando que um encanto assim tão trémulo e subtil, de mim se escape.

Poema: "Algo existe" Emily Dickinson
Foto: "Puyallup Fair" Rosanne Olson
Música: "Pet Grief" Radio Dept

quarta-feira, novembro 22, 2006

O que se passa com a Polónia?

Janina é uma boa esposa, mãe e trabalhadora polaca. É regularmente violada pelo marido e nenhuma das autoridades a quem pediu ajuda fez alguma coisa. Nem mesmo depois do marido começar a violar a filha. Foram os Inspectores da Sociedade Protectora dos Animais que a socorreram quando o marido violou o cão.
Caricata e triste, este é apenas um pequeno exemplo da condição da mulher na Polónia.
O artigo (re) publicado no Courrier Internacional da semana passada deixou-me estupefacta. Na Polónia as mulheres são cidadãs de segunda, mesmo quando cumprem os papéis para os quais estão destinadas: donas de casa e mães. A grande influência da igreja católica e o actual Governo ultraconversador são os principais agentes desta sociedade doente. A LPR (Liga de Famílias Polacas) exige reforçar a carga fiscal sobre quem não tem filhos, o PiS (partido Direita e Justiça) prega a supressão das cresces para que as mulheres não voltem ao trabalho depois de dar à luz e já deixaram de comparticipar os contraceptivos.

sábado, novembro 18, 2006

Jean’s tandoori

Apetece-me cozinhar para ti. Visto o avental de quadrados vermelhos e brancos e decido preparar frango com caril, tandoori masala e nozes acompanhado de arroz basmati com corintos. A casa é invadida pelo perfume das especiarias e o calor do fogo lento, enquanto ponho a mesa para o jantar. Hoje as horas não existem. É sábado e estou onde me apetece estar. Segue-se uma sobremesa – de preferência com leite condensado – e o aromático chá de jasmim.
Foto: Alex ("À mesa com Denis Piel")

Madera

As palmeiras fazem-me sempre lembrar Miami, mas onde estão as praias? Duas coisas sobre a Madeira: I) Na Calheta há um museu de arte contemporânea – Casa das Mudas (parece que a casa que lhe deu origem era habitada por mudos/as…mas o povo tem muita imaginação) extraordinário pela arquitectura, enquadramento paisagístico e qualidade das exposições. II) As pessoas usam como desbloqueador de conversa a enigmática frase: “Basta que sim!”

terça-feira, novembro 07, 2006

Madeira

Vou mudar-me de malas e bagagem, por uma semana.

domingo, novembro 05, 2006

Insustentável leveza


Tenho alguma dificuldade em lidar com a memória. Ou melhor, com a sua ausência. Frequentemente, quando me dizem: “Lembras-te daquela vez, quando éramos miúdas…!” fico com um ar infeliz e vazio de quem parece ter nascido ontem … há histórias supostamente importantes que simplesmente não ficaram retidas neste intrincado emaranhado de neurónios. Em contrapartida, fixo imagens, verdadeiras fotografias sensoriais… a luminosidade de uma tarde no rio, o frio gélido de um comboio vazio, gargalhadas inspiradas pelo fumo, a areia que me escaldava os pés naquele dia em que me perdi na praia… a selectividade destes retalhos cumpre a sua função, pois se por um lado anula parte da minha história, por outro liberta-me da gravidade de alguns momentos que é preferível não recordar.
Foto: “Fuga” (Alex)

quarta-feira, novembro 01, 2006

Rebelião

Soltam gritos estridentes chamando uns pelos outros e cospem palavrões capazes de fazer corar qualquer um. Transpiram agressividade. Metem-se em zaragatas e ameaçam o rival mais imberbe com paralelos da calçada - ou o que estiver mais à mão, desafiando com o sobrolho franzido e um esgar em lugar de boca. Jogam à bola no diminuto campo que improvisam entre os carros estacionados. São os putos da baixa. Moram numa rua linda de morrer de onde se avista o rio atravessando as pontes e o padrão colorido formado pelo casario. Os pais estão na tasca da esquina ou nos bancos de pedra em grandes jogatinas e negociatas… enquanto durar o rendimento mínimo. As mães gastam-lhes os nomes, chamando lá do fundo da rua, enquanto compram hortaliça na mercearia do Sr. Carvalho. Por fim, a algazarra dá lugar ao restolhar das folhas secas e à cantoria dos pássaros que se abeiram das árvores ainda cheias.
Foto: Ken Van Sickle